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Reino Unido estuda regra que pode alterar recomendações do YouTube e TikTok

Proposta prevê dar mais destaque a veículos tradicionais de comunicação nas plataformas digitais, medida que preocupa criadores independentes.*

O governo do Reino Unido iniciou uma consulta pública para discutir uma proposta que pode alterar a forma como plataformas como YouTube e TikTok recomendam conteúdos aos usuários. O objetivo é criar um regime de proeminência que obrigue os serviços digitais a dar maior visibilidade a veículos tradicionais de comunicação.

Batizada de *”Watch this space: a new strategic direction for UK media”, a proposta pretende fortalecer emissoras como **BBC, **ITV, *Channel 4 e Channel 5, principalmente em momentos de grande relevância pública.

Proposta vale apenas para o Reino Unido

A iniciativa ainda está em fase de consulta pública e não representa uma regra definitiva.

Além disso, caso seja aprovada, as obrigações serão aplicadas apenas às plataformas que operam no Reino Unido. Portanto, não há previsão de que a medida afete automaticamente usuários de outros países, como o Brasil.

O governo britânico afirma que o objetivo é garantir maior acesso a informações consideradas confiáveis, especialmente durante eleições, emergências e outros acontecimentos de interesse público.

Algoritmos do YouTube podem sofrer mudanças

Se a proposta avançar, plataformas como o YouTube poderão ser obrigadas a alterar seus sistemas de recomendação.

Na prática, conteúdos produzidos por emissoras tradicionais poderão aparecer com mais frequência na página inicial, nos resultados de busca e nos feeds personalizados.

Consequentemente, parte das recomendações deixaria de considerar exclusivamente o histórico de navegação e os interesses individuais do usuário para atender às exigências regulatórias.

Criadores independentes demonstram preocupação

A possibilidade de mudanças gerou preocupação entre produtores de conteúdo independentes.

Segundo informações divulgadas pelo próprio YouTube, a empresa começou a enviar comunicados alertando criadores sobre os possíveis impactos da proposta.

A plataforma argumenta que a obrigatoriedade de priorizar grandes grupos de mídia poderá reduzir o alcance de canais independentes por meio do chamado downranking, mecanismo que diminui a visibilidade de determinados conteúdos nas recomendações.

Caso isso aconteça, criadores poderão enfrentar mais dificuldades para conquistar audiência, fortalecer suas comunidades e ampliar a monetização de seus canais.

Consulta pública segue aberta

O governo britânico continuará recebendo manifestações sobre a proposta até 31 de agosto de 2026.

Durante esse período, empresas, produtores de conteúdo e cidadãos podem enviar sugestões e opiniões antes que as autoridades decidam se o novo modelo regulatório será implementado.

Até o momento, YouTube e TikTok não anunciaram mudanças em seus algoritmos fora do Reino Unido.