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Elon Musk quer construir uma cidade na Lua, e ela pode crescer sozinha

A construção de uma cidade na Lua capaz de se expandir gradualmente com recursos locais passou a ser a nova prioridade estratégica de Elon Musk.O fundador da SpaceX afirmou que o assentamento lunar pode avançar em menos de dez anos, colocando o satélite natural da Terra à frente de Marte no cronograma de colonização espacial.

A declaração foi feita em publicação na rede social X, na qual Musk indicou que a proximidade da Lua permite acelerar testes, infraestrutura e logística de transporte espacial.

Cidade lunar que cresce sozinha?

A proposta envolve criar um assentamento humano autossustentável, capaz de produzir parte do próprio oxigênio, água e materiais de construção a partir do regolito lunar a camada de solo que cobre a superfície da Lua.

Segundo Musk, lançamentos frequentes de foguetes permitiriam enviar equipamentos a cada poucos dias, já que a viagem da Terra até a Lua leva cerca de dois dias. Para Marte, o tempo de deslocamento é de aproximadamente seis meses, com janelas de lançamento que se abrem a cada 26 meses.

Especialistas ouvidos pela BBC avaliam que a extração de oxigênio do solo lunar e o reaproveitamento de recursos são tecnicamente possíveis, mas ainda exigem testes em ambiente real.O desafio envolve temperaturas extremas, poeira abrasiva, baixa gravidade e limitação de energia.

Por que a Lua antes de Marte?

A mudança de foco representa uma inflexão na estratégia da SpaceX, historicamente associada à colonização marciana.A principal vantagem da Lua é a proximidade com a Terra, o que facilita o reabastecimento e a resposta rápida a emergências.

O programa Artemis, liderado pela NASA, também prevê o retorno de astronautas à superfície lunar nesta década, com participação da SpaceX no desenvolvimento de sistemas de pouso.

Pesquisadores destacam que uma base lunar serviria como campo de testes para tecnologias de habitação espacial, reciclagem de ar e água, produção de alimentos e mineração de recursos. A experiência poderia reduzir riscos antes de missões tripuladas a Marte.

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