Quinta-feira, Fevereiro 26, 2026
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Brasil pode se tornar líder em “Starlink sem antena para celulares”

Tecnologia D2D permitirá conexão direta de smartphones a satélites

O Brasil pode se tornar referência global em internet via satélite direta para celulares, chamada de direct-to-device (D2D). Além disso, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou que o país possui grande potencial durante o Seminário de Políticas de Comunicações em Brasília.

Com a tecnologia D2D, os smartphones acessam satélites sem depender de torres ou antenas terrestres. Portanto, a conectividade alcança regiões remotas e melhora a cobertura em áreas com infraestrutura limitada.

Como funciona a tecnologia D2D

A tecnologia D2D vai além da internet via satélite tradicional, em que antenas externas captam o sinal. Por exemplo, países como Chile e Estados Unidos já realizam testes e parcerias com operadoras, permitindo enviar mensagens e dados em locais isolados.

Carlos Baigorri destacou que a grande extensão territorial do Brasil e a alta demanda por cobertura em áreas remotas podem impulsionar o país a liderar esse mercado na América Latina. Além disso, o avanço das constelações de satélites de baixa órbita, como os da SpaceX, coloca o setor satelital no centro da inovação. O Brasil já se destaca como um dos maiores mercados da Starlink, com mais de um milhão de acessos residenciais via satélite, mostrando o potencial da conectividade espacial.

Disponibilidade no Brasil

A tecnologia D2D permite que smartphones iOS e Android se conectem diretamente a satélites em órbita baixa. Assim, os usuários não precisam de antenas externas, embora o serviço ainda não esteja disponível comercialmente.

Atualmente, a Anatel não liberou o serviço oficialmente, e nenhuma empresa solicitou licenciamento. Portanto, a chegada do D2D depende de decisões regulatórias, parcerias com operadoras móveis e adaptação dos dispositivos para receber o sinal.

O Brasil reúne condições ideais para adotar e liderar o D2D no futuro. Além disso, a vasta área geográfica, as zonas rurais e remotas e o interesse crescente em soluções inovadoras complementam as redes terrestres existentes, aumentando as chances de sucesso da tecnologia.

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