
Campanha usa trojan XWorm 7.2 para assumir controle total do PC
Uma nova campanha de phishing explora uma vulnerabilidade no Microsoft Excel para espalhar o malware XWorm 7.2 em computadores com Windows. O ataque chama atenção porque esconde o código malicioso dentro de uma imagem JPEG aparentemente comum.
Os criminosos enviam e-mails que simulam cobranças, pedidos de pagamento ou documentos bancários. No entanto, o anexo não traz nenhuma informação legítima. Em vez disso, o arquivo inicia uma cadeia de execução que instala o trojan de acesso remoto (RAT) na máquina da vítima.
De acordo com pesquisadores da Fortinet, os golpistas utilizam processos corporativos falsos para dar aparência de legitimidade à mensagem. Dessa forma, aumentam as chances de o usuário abrir o arquivo e ativar a ameaça.
Como funciona o ataque
Primeiramente, o usuário recebe um e-mail com tom de urgência. Em seguida, ao abrir o arquivo do Excel anexado, o sistema executa um script oculto. Esse script utiliza o PowerShell para baixar uma imagem JPEG que, à primeira vista, parece inofensiva.
No entanto, a imagem carrega o malware XWorm 7.2 embutido em seu código. Depois disso, o software malicioso ativa o Msbuild.exe, ferramenta legítima do Windows. Em vez de executar sua função original, o programa passa a rodar o código malicioso inserido pelos invasores.
Como o ataque utiliza ferramentas nativas do sistema operacional, muitos antivírus não identificam comportamento suspeito. Consequentemente, a infecção ocorre de forma silenciosa.
Versão mais sofisticada do XWorm
Embora o XWorm exista desde 2022, a versão 7.2 apresenta melhorias preocupantes. Segundo os pesquisadores, essa edição circula inclusive em canais do Telegram e oferece recursos mais avançados que as anteriores.
Além disso, o trojan permite a instalação de mais de 50 plugins maliciosos. Com isso, os criminosos ampliam o alcance da invasão e assumem controle quase total da máquina infectada.
Roubo de senhas, Wi-Fi e espionagem

Após a infecção, o malware coleta credenciais armazenadas no navegador, incluindo senhas e cookies. Além disso, os invasores conseguem capturar chaves de redes Wi-Fi salvas no sistema.
O XWorm também pode registrar teclas digitadas, acessar a webcam da vítima e até incorporar funções de ransomware. Em alguns casos, o software ainda permite a execução de ataques de negação de serviço distribuída (DDoS).
Devido à complexidade da estrutura e à ocultação dentro de processos legítimos, a remoção do malware se torna extremamente difícil. Portanto, especialistas recomendam atenção redobrada com anexos de e-mail, especialmente aqueles que simulam cobranças ou documentos financeiros urgentes.



