Quarta-feira, Fevereiro 18, 2026
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A PS6 FOI ADIADA? O motivo real vai deixar-te chocado!

A Sony está avaliando seriamente o adiamento da estreia do PlayStation 6 para 2028 ou, em um cenário mais conservador, para 2029. Segundo fontes familiares aos planos da empresa ouvidas pela Bloomberg, o movimento é uma resposta direta à inflação desenfreada de componentes de memória, RAM e SSD, e ao desvio de chips de processamento avançado para o setor de IA.

O setor de semicondutores vive um momento de reorientação. Com a explosão da IA generativa, fabricantes de memórias NAND Flash e DRAM estão priorizando contratos com gigantes de tecnologia que operam servidores de larga escala, cujas margens de lucro são significativamente superiores às da indústria de eletrônicos de consumo.

Para a divisão PlayStation, esse cenário inviabiliza o lançamento de um hardware de nova geração no curto prazo (2027) sob um preço competitivo. O desenvolvimento do PS6 exige especificações de memória de altíssima densidade, justamente os componentes mais disputados no mercado atual.

Manter o cronograma original exigiria que a Sony vendesse cada unidade com um prejuízo recorde ou que lançasse o console com um preço de etiqueta proibitivo para o grande público.

Com o provável salto do PS6 para o final da década, o PlayStation 5 terá a missão de sustentar o mercado por quase dez anos. Nesse contexto, o PS5 Pro deixa de ser apenas um luxo para entusiastas e torna-se o pilar central da empresa para manter a paridade técnica com jogos cada vez mais exigentes, servindo como uma ponte de hardware necessária até que os custos de fabricação de chips de próxima geração se estabilizem.

A situação não é mais fácil para fabricantes que tentam colocar novos produtos no mercado em meio a este cenário. De acordo com fontes ligadas à Nintendo, a empresa também contempla elevar o preço de lançamento do Nintendo Switch 2 em 2026.

O ajuste seria uma resposta direta aos “fatores externos significativos” mencionados anteriormente pelo presidente da companhia, Shuntaro Furukawa, que previu que a estabilidade de preços dependeria da ausência de eventos imprevistos na cadeia global.

Essa mudança de curso da Nintendo reforça a gravidade da crise de chips. O que antes era uma expectativa de hardware acessível está se tornando um cenário de inflação tecnológica que ameaça deixar muitos jogadores fora do mercado de sistemas de geração atual, à medida que os custos de produção superam a capacidade de subsídio das fabricantes.

A reorientação da Sony para 2029 sinaliza o fim da previsibilidade nos ciclos de consoles. Pela primeira vez, a indústria de games não é a protagonista na disputa por semicondutores de ponta, perdendo espaço para a infraestrutura de IA.

Isso significa que o hardware atual terá uma longevidade forçada e que o próximo salto geracional será o mais caro da história, tanto em tempo de espera quanto em investimento financeiro.

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